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HISTÓRICO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
Em
1963, com a criação do Departamento de Educação,
Recreação Orientada e Saúde, Curitiba
inicia a atuação em Saúde Pública.
No ano seguinte, é inaugurada a 1ª Unidade Sanitária,
no Bairro Cajuru. São feitas as primeiras contratações
na área da saúde. Nos anos finais desta década,
inicia-se atenção odontológica em 5 escolas
da rede municipal da educação, e a Unidade Sanitária
do Pilarzinho é inaugurada. É criado o Departamento
de Bem Estar Social, com uma Diretoria de Medicina e Engenharia
Sanitária.
Nos anos 70, devido à intensa migração
rural a cidade cresce e urbaniza-se.
A
rede municipal da saúde possui nesta época 10
unidades sanitárias e 13 consultórios odontológicos.
Em 1979, a Prefeitura de Curitiba cria o Departamento de Desenvolvimento
Social, e sua Diretoria de Saúde revoluciona o modelo
de atendimento, adotando a Atenção Primária
à Saúde, seguindo recomendações
da 1ª Conferência Internacional sobre Cuidados
Primários de Saúde, realizada em Alma Ata, no
Cazaquistão em 1978 e explicitada no documento - "Modelo
de Saúde Regionalizado e Hierarquizado, co-participação
SESB/INAMPS/PMC/Saza Lattes".
Em
1980, inicia-se a implantação de Unidades com
delimitação de áreas de abrangência
sendo que os auxiliares que compunham as equipes de saúde
eram selecionados dentre os moradores destas comunidades.
O modelo de atenção proposto enfatizava a educação
em saúde, atendimento programado, imunização
e participação comunitária. As primeiras
Unidades a funcionar nesse modelo foram São Pedro,
Santa Amélia e Santo Inácio. Curitiba, em 1985,
adere às Ações Integradas de Saúde
- AIS. Recursos federais permitem a expansão da rede
com a construção de 14 Centros de Saúde
e 3 Clínicas Odontológicas. É realizado
concurso público para todas as categorias profissionais.
Na
reestruturação administrativa da Prefeitura
(Lei Municipal nº 6.817/1986), é criada a Secretaria
Municipal da Saúde; 42 Centros de Saúde e Clínicas
Odontológicas constituíam a rede municipal de
saúde.
Em março/86, a partir da VIII Conferência Nacional
de Saúde, vitória histórica do Movimento
pela Reforma Sanitária no Brasil, estrutura-se, em
1987, o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde
(SUDS) que propõe a municipalização,
sistema regionalizado e hierarquizado. Curitiba inicia ações
de epidemiologia. Em 1989, a SMS adquire duas ambulâncias
e cria o Comitê Municipal de Morte Materna, publica
o 1º Boletim Epidemiológico da SMS. A rede de
serviços municipais contava com 53 Centros de Saúde
e 34 Clínicas Odontológicas.
A
Constituição Federal de 1988 define as diretrizes
do SUS e com a promulgação da Lei Orgânica,
nº. 8.080/90 regulamentou o Sistema, com a ampliação
do conceito de Saúde: como sendo resultado de condições
de trabalho, saneamento, moradia, renda, transporte, alimentação,
educação e lazer. Um arcabouço jurídico/político-institucional
e os princípios da equidade, integralidade e acesso
são substratos ao modelo de atenção em
Curitiba. A estruturação da Vigilância
Sanitária Municipal se dá a partir de 1990,
com a seleção interna de técnicos de
nível médio e a contratação de
profissionais de nível superior.
Em
29 de março de 1990, foi assinado o convênio
de cooperação técnica, destinado a implantar
um Serviço de Atendimento Pré-hospitalar voltado
ao atendimento de vítimas de traumas e limitado à
Cidade de Curitiba. Assinaram o convênio de implantação
do SIATE, a Secretaria de Estado da Segurança Pública,
a Secretaria de Estado da Saúde e a Prefeitura Municipal
de Curitiba, através da Secretaria Municipal de Saúde
e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba
- (IPPUC). Neste ano também foi estendido o horário
da Unidade de Saúde Parigot de Souza que passa a atender
diuturnamente.
Em
1991 é realizada a 1ª Conferência Municipal
de Saúde de Curitiba e constituído o Conselho
Municipal de Saúde, órgão colegiado e
deliberativo.
Avançando no processo de descentralização
a SMS implanta, em 1992, os 7 Núcleos Regionais de
Saúde e são criados os Departamentos de Saúde
Ambiental, Planejamento em Saúde, Assistência
à Saúde, Epidemiologia em Saúde. Inicia-se
a implantação no município da Estratégia
da Saúde da Família primeiramente na US Pompéia
e posteriormente na US São José.
Concomitantemente, sob coordenação da Organização
Panamericana da Saúde (OPAS), são realizadas,
durante 9 meses, oficinas de territorialização
instituindo novas práticas locais/distritais de planejamento:
todos são responsáveis por planejar, acompanhar
e avaliar ações. Institucionaliza-se o conceito
de "Vigilância à Saúde" com
base territorial.
Ainda
nesse ano foram municipalizadas as Vigilâncias Sanitária,
Epidemiológica e Unidades de Saúde pertencentes
ao antigo INAMPS e SESA/PR e foi inaugurado o Laboratório
Municipal de Análises Clínicas de Curitiba.
Em Curitiba, desde 1992, a Saúde Ambiental é
responsável pelas ações de Vigilância
Sanitária, Vigilância Ambiental, Saúde
do Trabalhador e Controle de Zoonoses e Vetores.
O
Código de Saúde Municipal foi discutido em 1993
por ocasião da II Conferência Municipal de Saúde
e foi a base para a Lei Municipal Nº 9000/96. Nesta época
a rede era composta por 85 Unidades de Saúde, sendo
cinco delas 24 Horas. A Farmácia Curitibana inicia
suas atividades relacionando os medicamentos prioritários
para a demanda das US. São implantadas importantes
iniciativas para a saúde materno-infantil: Programa
Nascer em Curitiba Vale a Vida, Carteira de Saúde da
Criança entre outras.
A
Secretaria Municipal da Saúde habilita-se em 1995 à
Gestão semi-plena do SUS (NOB/SUS 93). Assume a regulação
das ações de saúde, ambulatoriais e hospitalares,
a gerência dos convênios/contratos de prestadores
da rede básica, controle/avaliação de
autorizações de internamento hospitalar (AIH's),
incluindo o alto custo. Cria a Central de Marcação
de Consultas Especializadas. Nessa modalidade de gestão
o repasse de recursos financeiros passa a ser realizado do
fundo nacional de saúde ao fundo municipal da saúde.
Ocorre a organização da atenção
em saúde mental com enfoque comunitário.
Implantada
as Centrais Metropolitana de Leitos em parceria com a SESA,
a Central de Consultas Especializadas e a Central de Atendimento
ao Usuário/CAU para acolher sugestões e solicitações
dos usuários.
Ainda
neste ano o município adere ao Programa Saúde
da Família Nacional contando, de forma pioneira, desde
a sua implantação com equipes de saúde
bucal. É construído o Centro Médico Comunitário
Bairro Novo, primeiro hospital público municipal. A
Lei Municipal 8962/96 cria o Sistema Municipal de Auditoria
que possibilita o acompanhamento, fiscalização,
controle das ações e serviços de saúde.
As
ações de atenção odontológica
são incrementadas em 1997 com o Lançamento do
Programa Cárie Zero e do Programa Amigo Especial para
pessoas com deficiências. Nesse mesmo ano a SMS passa
por reestruturação administrativa sendo criados
os Centros de Assistência à Saúde, Informação
em Saúde, Saúde Ambiental, Epidemiologia e de
Controle, Avaliação e Auditoria e os Distritos
Sanitários em substituição aos Núcleos
Regionais de Saúde.
Em
1997 é criado o Plano de Avaliação Sanitária
de Estabelecimentos de Saúde - PASES, cujo objetivo
é a atuação de forma uniforme, padronizada
e programada na fiscalização de Serviços
de Assistência a Saúde (Hospitais e Clínicas
Médicas e Odontológicas), Serviços de
Alto Risco e Serviços de Apoio Diagnóstico e
Terapêutico.
Avançando
na consolidação do SUS, em 1998, Curitiba habilita-se
à Gestão Plena do sistema. Nessa modalidade
de gestão o repasse de recursos financeiros passa a
ser realizado do Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal
da Saúde. Nesta época a rede é composta
por 98 US e cria-se o Distrito Sanitário Bairro Novo.
Em
1999, foi implantado o inovador Programa Mãe Curitibana,
organizando uma rede integrada de atenção materno-infantil,
implementando a qualidade das ações de forma
continuada e humanizada à gestantes e bebês,
conforme classificação do risco desde o pré-natal
em Unidade de Saúde até o puerpério.
Almejando
o fortalecimento do Programa Mãe Curitibana a SMS faz
uma convocatória aos serviços de saúde,
entidades de classe, instituições de ensino
e sociedade civil, para reduzir óbitos infantis, movimento
este denominado Pacto pela Vida.
É
lançado o Programa Saúde Mental Comunitária,
buscando a redução do preconceito, envolvimento
familiar, desospitalização, organizando atenção
extra hospitalar e implantando um sistema integrado.
Inicia-se
a informatização da rede municipal com a implantação
do Prontuário Eletrônico e é inaugurada
a Unidade de Atenção ao Idoso Ouvidor Pardinho.
Visando a humanização e aprimoramento da qualidade
no atendimento a SMS envolve todo o conjunto de servidores
num amplo movimento de reflexão das práticas
cotidianas, denominado Acolhimento Solidário.
Ainda
nesse ano é implantado o Programa de Tabagismo com
o objetivo de prevenir o uso precoce, estimular o abandono
pelos dependentes e eliminar a exposição da
fumaça ambiental pelo tabaco.
No
ano de 2000 a rede era composta por 104 US, 90 com clínicas
odontológicas, 37 PSF e 11 com especialidades. Como
marco das ações intersetorias de promoção
de saúde é implantado o Programa Cidadão
Saudável. Dentre as ações de promoção
foi implantado o Programa Ambiente Saudável envolvendo
empresas privadas, universidades e escolas municipais.
Em
2001, o modelo de atenção da saúde é
reorientado com base no conceito de Sistema Integrado de Serviços
de Saúde - SISS, buscando a integração
em rede dos diversos pontos de atenção do sistema.
É, também, descentralizado o teste HIV/Aids
para as Unidades de Saúde de atenção
básica e criado o Serviço de Inspeção
Municipal de Produtos de Origem Animal.
Em
2002, é implantado o Programa Mulher de Verdade, de
Atenção às Mulheres Vítimas de
Violência, para acolher, reconhecer, atender, orientar,
encaminhar vítimas de violência física,
sexual e/ou psicológica e a Rede de Proteção
à Criança e ao Adolescente em Situação
de Risco para a Violência de forma integrada com outras
secretarias e organizações com o objetivo de
notificar, atender e orientar situações de risco,
abuso e/ou agressão. Na seqüência foi criado
o Programa Adolescente Saudável, com ações
de educação, prevenção e atenção.
É implantado em parceria com a FAS o Programa Qualidade
em Estabelecimentos de Atenção ao Idoso.
Em
dezembro de 2002, a Secretaria Municipal de Saúde estabelece
Contratos de Gestão entre as Unidades Básicas
e os Distritos Sanitários e destes com o Secretário
Municipal de Saúde. Baseado na negociação
de metas, discutidas com as equipes de saúde, considerando
capacidade instalada e peculiaridades do território,
os termos são operacionalizados através dos
Planos Operativos Anuais, ferramenta importante de gestão
para o aperfeiçoamento do processo de trabalho, permitindo
o monitoramento e a avaliação dos resultados
pelos profissionais para o redirecionamento das ações,
quando necessário.
O
Comitê de Ética em Pesquisa foi instituído
na Secretaria Municipal da Saúde em 14 de outubro de
2003 pela resolução n. 021/2003, com apoio do
MS e da UNESCO.
Em
agosto de 2004 é implantado o Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência - SAMU, para emergências
clínicas. Os primeiros Espaços Saúde
são construídos junto as Unidades de Saúde
e destinados para educação em saúde e
reuniões com a comunidade. O processo de Contratualização
dos Hospitais de Ensino reforça o principio da integralidade
da assistência prestada aos usuários do SUS.
Para
acompanhar o crescimento vegetativo demográfico da
cidade, sob a ótica da territorialização,
reorganiza-se a estrutura administrativa da prefeitura e é
estabelecido o Distrito Sanitário CIC em 2005. Implementado
as ações intersetoriais existentes de promoção
de saúde, neste ano é estruturado o Programa
Mutirão da Cidadania, ampliando o enfoque para questões
ambientais e melhorias urbanas no território.
Em
2006 são inauguradas as US 24 horas Pinheirinho, Mãe
Curitibana e o Centro de Especialidades Odontológicas
"Sylvio Gevaerd". Iniciadas as construções
dos CMUMs CIC e Cajuru .Também neste ano, de forma
inovadora, foi realizada a campanha para diagnóstico
de HIV, utilizando o teste rápido que foi incorporado
como rotina no Centro de Orientação e Acompanhamento/COA.
Como avanço da Central de Atendimento ao Usuário
- CAU é implantada a Ouvidoria da Saúde, disponibilizando
aos cidadãos curitibanos uma central telefônica
de acesso gratuito.
Ao
longo do processo, para ampliação das ações
desenvolvidas pela secretaria, outras categorias profissionais
foram incorporadas: psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas,
terapeuta ocupacional, biólogo, além da ampliação
quantitativa do quadro de servidores, para acompanhar o crescimento
das demandas de saúde.
Diante
da nova política para a saúde, conduzida pelo
Ministério da Saúde/ CONASS e CONASEMS, ainda
em 2006, de maneira pioneira Curitiba inicia o processo de
adesão ao Pacto pela Saúde, com ampla discussão
permeando o corpo gerencial e técnico bem como o Conselho
Municipal de Saúde - CMS, sendo finalizado com a aprovação
em fevereiro de 2007.
Outro
marco importante na história do SUS Curitiba foi a
reestruturação no ano de 2007 do serviço
de urgência, organizado como Sistema de Urgência
e Emergência de Curitiba abrangendo unidades móveis
do SAMU E SIATE, Central de Regulação e Unidades
pré-hospitalares denominadas como Centro Municipais
de Urgência Médica (CMUMs) mudando o papel de
unidades de atendimento de demanda espontânea diuturna,
para pontos de atenção voltados prioritariamente
para casos de urgência/emergência, sendo retaguarda
para 90% dos atendimentos efetuados com o SAMU.
Atualmente, a rede própria municipal é composta
por 123 Equipamentos de Saúde, sendo que, destas, 47
Unidades Básicas de Saúde, 48 Unidades Básicas
com Estratégia do Saúde da Família, 11
Unidades de Saúde Complexas, 7 Centros de Atendimento
Psicossocial - CAPS, 8 Centros Municipais de Urgências
Médicas - CMUM´s, 1 Hospital geral e maternidade
(Centro Médico Comunitário Bairro Novo), 1 Laboratório
de Análises Clínicas.
Conta, ainda, com 131 equipes de Saúde da Família,
1.149 Agentes Comunitários e um corpo funcional com
6.321 servidores.
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